Trovoadas
Trovoadas,
me molho no meio da tempestadade.
A chuva é gelada mas eu não mais a sinto.
Pecebo somente o vento dando laçaços em meu rosto.
Os laçaços são tão fortes que sangram.
O sangue jorra, mas o vento não tem piedade.
Mas eu me mantenho firme, de pé.
Eu sei que depois virá a calmaria e eu cuidarei de minhas feridas...
Eu viverei e o vento quiçá?
Talvez ele vá para longe,
para as montanhas do norte,
que são escuras, frias e mortais.
Lá vai ele assobiar entre as montanhas,
afinal elas são cobertas de neve tão branquinha!
E eu me mantenho firme, de pé!
Eu sei que a primavera é linda!


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