a monikita

terça-feira, agosto 26, 2008

Notebooks

Há algum tempo tenho uma idéia fixa na cabeça: ter um notebook.
Uma pessoa informatizada (e meio nerd) como eu, precisa de um notebook.
Ante a enxurrada de compromissos estava quase batendo pino. E não digo que ainda não vou bater.
Mas o que estava me perturbando é que a falta de um desses realmente faltava para facilitar a minha vida. Talvez o que mais me perturbava seria a falta de momentos de lazer, ou melhor, de descanso, e me irritava o fato de não poder comprar algo tão singelo que poderia fazer com que eu passasse mais alguns momentos com as pessoas de quem eu gosto.
Hoje, decidi comprar a qualquer preço. Decidi até em qual loja eu vou comprar. A decepção: ver minha mãe largar o corpo fora com aquela ajudinha financeira, verificar que não tenho a quantia total e nem limite de crédito para isso.
Bateu uma pontinha de tristeza. Ver que estava até perturbando os outros com aquela idéia fixa e que tão cedo ela não iria me deixar em paz.
Cliquei então no cantinho do saite, naquelas propagandas chatas que ficam piscando. "Concorra a um notebook, responda a pergunta".
E lá fui eu tentar responder do melhor jeito possível. Mas as palavras não saíram com dificuldade.
No final, tive a resposta que eu mesma precisava. Leia o texto:
"Responda a pergunta: qual a melhor forma de conciliar estudo e carreira profissional?"
A melhor forma de conciliar estudo e carreira profissional é amar a profissão que escolhemos. Sim, pois só amando o caminho que optamos para conseguir agüentar as noites em claro, o frio na barriga na véspera das provas, a exigência de nossos superiores. Aparelhos eletrônicos, livros, agendas, auxiliam e muito. Mas só gostando do que se faz podemos conciliar tudo. Quando amamos, não vemos o tempo passar.
A resposta é demasiadamente poética. Talvez queiram algo para fazer propaganda do site. Talvez eu até não ganhe o notebook. Mas eu tenho a resposta que eu precisava à minha inquietação.
Resumo da história: esperarei mais um mês e comprarei à vista. Afinal, não vou morrer sem um notebook.