Cheiro
Estou adorando o cheiro de minhas cobertas.
Ah, não estranhe. Eu tenho essa coisa com cheiros e coisas fofinhas desde pequena. Eu dormia com uma fralda que era bem fofinha, e vivia esfregando na cara. Chorava quando minha mãe lavava - ficava dura!
O fato é que as minhas cobertas estão fofinhas e com um cheiro delicioso. É algo que meu nariz filtra, que sinto somente o cheiro. O cheiro de um corpo que não é o meu.
É cheiro de pele, de desejo. De amor.
Adoro cheiros.
Sempre adorei cheiro de tinta, de gasolina, de perfume.
Sempre quando me davam uma colherada na boca, eu dava uma de chata e cheirava cada colher antes de pôr na boca.
Adoro o cheiro do meu amor. Ele ultimamente está em toda parte - não vem o cheiro dele não virou Deus - , em todo o lugar. Antes, o que era uma mistura de gurizão observador e homem-malboro (formado por jaquetas de couro, Guigo e cigarro), agora é mais pele.
Não digo que não sinto mais esses cheiros - é bom matar a saudade de vez em quando - ou que me acostumei ao cheiro do cigarro.
Eu sinto mais as notas de fundo, o cheirinho dele mesmo, que agora me revela muitos universos, do meu guri ao "Homão".
O negócio é sério, mesmo. Inconcientemente, sonolenta, quase mergulhando no mundo de Morfeu, eu me aproximo e encosto meu rosto em seu peito. Como se fosse meu grande urso (panda).


1 Comentários:
Acho que o verão vai afastar o cheiro das jaquetas de couro por um tempo. E o cheiro do corpo vai ficar mais forte...
Eu sinto falta de quando eu passava a tarde sem fumar lá no INSS, o olfato ficava mais claro e eu sentia melhor o teu cheiro. Agora tenho sentido menos cheiros em geral. Acho que vou reduzir a nicotina pra te sentir, como antes...
Postar um comentário
Assinar Postar comentários [Atom]
<< Página inicial