A Função de um Blogger
Sempre gostei de Escrever.
Quando o Carlos me mostrou esta figurinha aqui, me maravilhei. Eu, que até então escrevia num caderno velho minhas inspirações, teria onde colocar tudo, num lugar seguro, aonde eu pudesse revê-las e pensá-las (sem escapar). Seguro, digo, pois minha mãe não teria como vê-las (ela não sabe mexer em computadores) e eu teria alguém para dar algum pitaco.
Sim, eu gosto que as pessoas dêem pitacos na minha vida - até certo ponto, quando eu solicito isso para elas. Altos tempos da Junta, quando as gurias me diziam o que fazer, com quem ficar! Sou uma pessoa indecisa e ali era o meu confessionário. Ali eu tinha contato com outros mundos.
Quase não tenho amigos, os que tenho acabam sendo selecionados, e às vezes mal, porque acabo ficando ao lado de cada cobra... Então, como quase não saio, não tenho amigos de balada, acabo criando as amizades do dia-a-dia - não será todo mundo assim? - e me abria com aquelas colegas de trabalho. Durante um bom tempo me arrependi de ter falado tantas coisas da minha vida pessoal, porque nem todos do trabalho são seus amigos e sim colegas, portanto, eles não têm obrigação de ouvir aquilo, muito menos te ajudar. Não era uma boa postura de trabalho. Acabei quebrando muito a cara por isso.
Hoje, não me arrependo mais porque vejo que isso me ajudou a crescer e a amadurecer. Sem aquelas experiências não seria o que sou hoje. Não seria a namorada do Carlos, não estaria mais confiante, não teria tantas perspectivas de trabalho, não teria tanta vontade de crescer.
A única coisa que acho que tenho que aprender ainda é a cultivar mais florestas. Sim, por que não? Florestas de amizade, oras.
Quebrando a cara muitas vezes acabei endurecendo demais, ao contrário da imagem frágil que eu tinha. Meus amigos são poucos, e temos assuntos muitos restritos. O Leonel com sua Supertop, as infindáveis polêmicas com o Érico, discussões direitísticas com o Carlos, discussões afloradas na sala-de-aula... isso tudo me empolga, me salta a veia do Direito que tenho dentro de mim. Acontece que quando exige-se muito de uma pessoa, a relação desgasta-se e acaba ficando às vezes sem graça.
É por isso que minha psicóloga diz que tenho que aprender a criar florestas, e não regar uma só plantinha se não ela fica sufocada demais, tal como a rosa do Pequeno Príncipe.
Quando escrevi o último post - assim como a maioria das vezes- eu fiz um desabafo, praticamente usei este blogger como diário. Antes achava muito mais interessante usar isto aqui para escrever as minhas coisas, mas vejo que acabo revelando a minha vida pessoal, diferentemente de outros blogueiros. E o pior, ninguém dá pitacos. Será isso algo tão frio e tão distante? A única que tentou foi a pobre da Lisiane (minha ex-chefe da Junta) e eu disse pobre porque eu nem respondi para ela o comentário que ela fez no meu orkut.
Será que posso utilizar este blogger como um diário? Posso até para isso envolver pessoas nas minhas histórias? Será esse blogger só meu?
O pior é que me sinto sozinha nessa tela branca. O único que escreve coments para mim é o Carlos. Isso aqui tá chato? Ninguém comenta porque isso aqui está muito narcisista? Pode falar, me chinga, mas por favor, COMENTE ALGUMA COISA!!
Vocabulário:
post: postagem, é o último texto porra;
coments: comentário, é possível comentar aqui sabia? É só clicar em comments. Tá eu só estou querendo alguém para me dar pitacos, me chingar ou até ouvir o meu monólogo. É pedir muito? Eu só quero que alguém me veja...


1 Comentários:
Bah, amor... é demorado até alguém comentar. Sei lá... as pessoas precisam ter algo pra dizer... as vezes simplesmente ninguém quer se meter na vida alheia, é difícil dar conselhos. A maioria dos comentários que eu recebo são sobre posts engraçadinhos, ou sobre assuntos gerais. Quando a coisa fica pessoal não tem muito o que dizer, até pq sobre esses assuntos é a gente mesmo que tem que decidir.... TE AMO!
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