a monikita

sexta-feira, novembro 10, 2006

Feira do Livro

Fui na feira do Livro com o Carlos na quarta. Que programinha gostoso! Exceto pelo zum-zum-zum das pessoas, claro.

É impressionante como ele gosta de livros de literatura. Porras, o cara sabe mais de direito que eu e dá a mínima pra ele.

Peculiaridades à parte, é ele quem me dá grande parte do conhecimento. Chega a ser irônico, o cara não gosta de direito, mas é ele quem às vezes resolve os piores pepinos; em contra-partida, eu é que acabei indicando os livros de literatura pra ele, pode?

O pior é que ele me elogiou muito pela indicação. E eu só segui o conselho dele:
-Um bom livro dum escritor, tem uma boa capa, algo que te chame a atenção.

Tá, não foram com essas palavras.... ele fala muito mais filosoficamente.... mas e aí procurei um livro que eu achasse legal e que tivesse capa bonita, achei : o E-mail. A capa dele é toda colorida e o título é todo brilhoso....

Pessoas poderão ficar revoltadas com tal critério. Alguns dizem que devemos escolher o livro pelo autor, outros pelo título, outros só por recomendação, outros só por ser um best-seller de um gênero específico, mas quando dizemos que escolhemos o livro somente pela capa, a pessoa à nossa frente provavelmente nos olhará com desprezo - se for um bom leitor - pois julgará que não damos a mínima para o conteúdo da obra.

Defendo. Na verdade isso se chama magnetismo. É algo de botar o olho no livro e dizer:
-É esse.

Acho que eu estou me comunicando com o Carlos por telepatia. Ele me dá as mensagens, eu codifico.

A Super-mãe!!!

Minha mãe, ao contar sobre os dois assaltos que ela presenciou no centro, contou-me - após eu dar um toque para ela se cuidar - o que ela fizera há tempos atrás, quando quase ocorreu algo similar.

Enquanto ela estava caminhando no centro, um homem deu um forte "ombraço". Tão forte que uma pessoa qualquer cairia no chão. Entretanto, ela se segurou firme, e não caiu.

Do outro lado, um outro homem, muito solidariamente se aproximou e disse:
- É, ele fez de propósito, né vizinha? Eu vi.
- Sim mas ele que se aproximasse que ia ver só. Sabe o que eu tenho aqui dentro do meu bolso?
- O quê?
- Aqueles aparelhos que dão choque. Ele que tentasse fazer alguma coisa. Isso aqui, tem o alcance de até três metros, e se ele tentasse alguma coisa, eu largava os meus pacotes e ia atrás daquele desgraçado. Só pra deixar de ser bobo.

O homem ficou ruborizado excessivamente e saiu no meio da multidão.

domingo, novembro 05, 2006

A Função de um Blogger

Sempre gostei de Escrever.

Quando o Carlos me mostrou esta figurinha aqui, me maravilhei. Eu, que até então escrevia num caderno velho minhas inspirações, teria onde colocar tudo, num lugar seguro, aonde eu pudesse revê-las e pensá-las (sem escapar). Seguro, digo, pois minha mãe não teria como vê-las (ela não sabe mexer em computadores) e eu teria alguém para dar algum pitaco.
Sim, eu gosto que as pessoas dêem pitacos na minha vida - até certo ponto, quando eu solicito isso para elas. Altos tempos da Junta, quando as gurias me diziam o que fazer, com quem ficar! Sou uma pessoa indecisa e ali era o meu confessionário. Ali eu tinha contato com outros mundos.
Quase não tenho amigos, os que tenho acabam sendo selecionados, e às vezes mal, porque acabo ficando ao lado de cada cobra... Então, como quase não saio, não tenho amigos de balada, acabo criando as amizades do dia-a-dia - não será todo mundo assim? - e me abria com aquelas colegas de trabalho. Durante um bom tempo me arrependi de ter falado tantas coisas da minha vida pessoal, porque nem todos do trabalho são seus amigos e sim colegas, portanto, eles não têm obrigação de ouvir aquilo, muito menos te ajudar. Não era uma boa postura de trabalho. Acabei quebrando muito a cara por isso.
Hoje, não me arrependo mais porque vejo que isso me ajudou a crescer e a amadurecer. Sem aquelas experiências não seria o que sou hoje. Não seria a namorada do Carlos, não estaria mais confiante, não teria tantas perspectivas de trabalho, não teria tanta vontade de crescer.
A única coisa que acho que tenho que aprender ainda é a cultivar mais florestas. Sim, por que não? Florestas de amizade, oras.
Quebrando a cara muitas vezes acabei endurecendo demais, ao contrário da imagem frágil que eu tinha. Meus amigos são poucos, e temos assuntos muitos restritos. O Leonel com sua Supertop, as infindáveis polêmicas com o Érico, discussões direitísticas com o Carlos, discussões afloradas na sala-de-aula... isso tudo me empolga, me salta a veia do Direito que tenho dentro de mim. Acontece que quando exige-se muito de uma pessoa, a relação desgasta-se e acaba ficando às vezes sem graça.
É por isso que minha psicóloga diz que tenho que aprender a criar florestas, e não regar uma só plantinha se não ela fica sufocada demais, tal como a rosa do Pequeno Príncipe.
Quando escrevi o último post - assim como a maioria das vezes- eu fiz um desabafo, praticamente usei este blogger como diário. Antes achava muito mais interessante usar isto aqui para escrever as minhas coisas, mas vejo que acabo revelando a minha vida pessoal, diferentemente de outros blogueiros. E o pior, ninguém dá pitacos. Será isso algo tão frio e tão distante? A única que tentou foi a pobre da Lisiane (minha ex-chefe da Junta) e eu disse pobre porque eu nem respondi para ela o comentário que ela fez no meu orkut.
Será que posso utilizar este blogger como um diário? Posso até para isso envolver pessoas nas minhas histórias? Será esse blogger só meu?
O pior é que me sinto sozinha nessa tela branca. O único que escreve coments para mim é o Carlos. Isso aqui tá chato? Ninguém comenta porque isso aqui está muito narcisista? Pode falar, me chinga, mas por favor, COMENTE ALGUMA COISA!!
Vocabulário:
post: postagem, é o último texto porra;
coments: comentário, é possível comentar aqui sabia? É só clicar em comments. Tá eu só estou querendo alguém para me dar pitacos, me chingar ou até ouvir o meu monólogo. É pedir muito? Eu só quero que alguém me veja...

sábado, novembro 04, 2006

Impaciência

Puta merda.
Odeio isso. Às vezes dá vontade de fugir de casa.
Já estava sem paciência - será mau humor ou tpm? - com as crendices da minha mãe. Ela já tava imendando um assunto no outro ( saudades, já que eu havia passado dois dias do feriadão na casa do meu namorado) e eu estava ficando zonza. E aí eu corto ela, fico de mau humor, aí ela inventa histórias confusas... me irrito ainda mais...
Aí falamos da maldita feira do livro.
Eu falei há tempos que estava com vontade de ir pra comprar uns livros de direito e tal. Entretanto, quarta-feira fui para a casa do Carlos e iria voltar na quinta feira. Mas como o feriadão era de quatro dias, não achei nada de mal ficar até sexta lá. Mas mesmo antes de ligar me senti mal, porque sabia que o ato de pedir para minha mãe já seria um parto.
Liguei pra casa e falei com a minha mãe. Ela falou que queria ir na feira do livro na sexta-feira já que iria pegar alguns exames. A princípio, ela reagiu bem: "tá tudo bem eu não vou estragar o teu programa, hehe." Eu sugeri que fossemos no sábado.
No sábado, naquela largarteação, não fomos. Eu estava com preguiça. De noite, quando eu já estava irritada com ela, com aquela encheção de saco, falei da maldita feira.
Pronto. Aí o barraco.
Além dela se ter metido em tudo até então, vem fazer chantagem... disse que me convidou pra ir ontem, já que ela iria pegar os exames da santa casa. "Te convidei com todo o amor e carinho...", ora pois!
Ela programa minha sexta sexta sem avisar e fica chateada se mudo os planos? Ora, pois.
Ela ainda resiste a qualquer outra alternativa pois é pão-dura com o preço da passagem, ora pois.
E ela ainda diz que eu acho que o mundo gira ao redor do meu próprio umbigo?
Ora pois....




E ela ainda faz greve de silêncio....

ORA POISS!!
AAGGGGGGGGGHHHHHHHH!!