Novidades...
Novidades, não há novidades.
Eu devo acreditar que não há mais novidades.
As crianças possuem uma fase em que elas começam a perguntar o porquê das coisas. Mesmo sem algum interesse direto, vivem perguntando:
Pra que mentir
Fingir que perdoou
Tentar ficar amigos sem rancor
A emoção acabou
Que coincidência é o amor
A nossa música nunca mais tocou...
Pra que usar de tanta educação
Pra destilar terceiras intenções
Desperdiçando o meu mel
Devagarzinho, flor em flor
Entre os meus inimigos, beija-flor
Eu protegi o teu nome por amor
Em um codinome, Beija-flor
Não responda nunca, meu amor
Pra qualquer um na rua, Beija-flor
Que só eu que podia
Dentro da tua orelha fria
Dizer segredos de liquidificador
Você sonhava acordada
Um jeito de não sentir dor
Prendia o choro e aguava o bom do amor
Prendia o choro e aguava o bom do amor
Trovoadas,
Época de TCC. Para os que ignoram o significado da sigla: Trabalho de Conclusão de Curso.
Vícios inevitáveis, embriagantes, doentios.
Tic, Tic, Tic, Tic, Tic, Tic, Tic, Tic, Tic, Tic, Tac.
Eu amo o mundo. É isso. Enquanto o mundo for mundo eu amo ele*. Mas ele é tão pesado!
*Não se preocupe: não ando comendo muito McDonalds. Mas eu amo muito tudo isso!
Acreditar, fazer, acontecer;
Perceber;
Analisar;
Pensar;
Relutar;
Conversar;
Refletir;
Calar-se sabiamente;
Acreditar no mundo;
Acreditar em si;
Percepção crítica;
Lanças afiadas, navalhas;
Julgamentos;
Insensibilidades;
Melancolia;
Incompreensão;
Adagas;
Brincadeiras de mau gosto;
Mudou o mundo: homem-bicho ou bicho-homem?
Impor-se às mudanças;
Esforço mútuo;
Perdão;
Parecer;
Devolver;
Não aceitar...
Quantas fases, quantos momentos! Meditar: são realmente tantos?! O mundo, o mundo... até quando posso mudar o mundo? E, eu posso mudá-lo?
Tic-tac. Tic-tac.